Núcleo de Estudos de Economia Catarinense
  • Notícias NECAT


  • Tecnologia, capital e habilidades: repensando a história da IA e das desigualdades

    Paul Krugman

    “Há dois séculos, David Ricardo mudou de opinião. Em 1819, ao depor perante o Parlamento, Ricardo — cuja obra “Princípios de Economia Política”tem mais mérito do que “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith, para ser considerada o documento fundador do campo que chamamos de economia — havia descartado as preocupações de que a Revolução Industrial então em curso prejudicaria os trabalhadores. Mas, em 1821, quando publicou a terceira edição de seu livro, admitiu que suas opiniões “haviam sofrido uma mudança considerável”.”

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  • Do individualismo metodológico aos juros mais altos do mundo

    Mauricio Luperi

    “Embora independente do governo, o BC pode tornar-se crescentemente dependente das interpretações produzidas pelo próprio mercado financeiro Quando discutimos a taxa Selic, quase sempre o debate gira em torno do déficit público, da inflação, da dívida ou das expectativas do mercado. São temas importantes, mas raramente se faz uma pergunta mais fundamental: de onde vem a forma como o Banco Central interpreta esses problemas? Afinal, toda política econômica repousa sobre uma determinada maneira de compreender o funcionamento da sociedade.”

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  • Keynes for our times

    Robert Skidelsky

    “Artificial intelligence has a penchant for pronouncements that are clear, confident. . . and often wrong. More than a passing technical flaw, this speaks to the difficulty we all—including AI’s human architects—face in dealing with uncertainty.”

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  • A atualidade de Keynes em Teoria Geral

    Carmen Feijó

    “Para Keynes, o central não era simplesmente quanto o Estado gasta, mas para que gasta e quais capacidades esse gasto cria para a sociedade. Ao celebrarmos os 90 anos da publicação da Teoria Geral de John Maynard Keynes, é importante recordar que uma de suas contribuições mais profundas não foi apenas explicar as crises econômicas, mas também oferecer instrumentos concretos para governar economias complexas e incertas. Entre esses instrumentos, destaca-se o conceito de orçamento de capital.”

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  • Produção industrial catarinense avançou 1,7% em abril de 2026

    Gabriel Schwalbe Hoffmann

    “A pesquisa sobre a Produção Industrial Mensal “PIM Regional” é realizada pelo IBGE desde a década de 1970 sintetizando um conjunto de indicadores de curto prazo relativos ao comportamento da produção real da indústria extrativa e de transformação. Para tanto, são produzidos índices mensais para 17 unidades da federação segundo o critério de que tais unidades federativas tenham participação de, no mínimo, 0,50% do total do valor da transformação nacional. Ressalta-se que no caso do Nordeste é realizado um agregado regional, razão pela qual tal região figura junto com as unidades federativas na divulgação das informações, conformando o horizonte de 18 localidades pesquisadas.”

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  • Varejo nacional desacelera em abril, mas Santa Catarina segue acima da média do país

    Rafael Nicolo Serra Ferreira
    Rafaella Rodakevicz Ferraz

    “A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constitui um dos principais instrumentos para acompanhar a dinâmica conjuntural do comércio varejista no Brasil. O levantamento mensura a receita bruta de revenda em empresas formalmente registradas, com 20 ou mais empregados, cuja atividade principal está vinculada ao comércio. De caráter contínuo e abrangência nacional, a pesquisa cobre as 27 Unidades da Federação, gerando indicadores mensais de volume de vendas e receita nominal atualizados em séries históricas, atualmente com ano-base 2022. Além do varejo restrito, a PMC contempla ainda o varejo ampliado, incorporando atividades como comercialização de veículos, motocicletas, peças, materiais de construção e atacado especializado em produtos alimentícios.”

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  • Setor de serviços retraiu -1,6% em abril/26

    Kauê Soares Alexandre

    “Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) acompanha o comportamento conjuntural do setor de serviços no país e nas 27 Unidades Federativas (UFs) ao pesquisar a receita bruta de serviços em empresas juridicamente constituídas, cujo número de pessoas ocupadas que desempenham como atividade principal um serviço não-financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação, seja igual ou superior a 20. Em 16 de junho foi divulgada a quadragésima primeira edição da pesquisa posterior ao início da alteração metodológica de janeiro de 2023, relativa ao mês de abril de 20261.”

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  • Santa Catarina registrou em abril o menor saldo de empregos formais desde o início de 2026

    Guilherme Daniel Winter
    João Marcelo Sovinski
    Renan Angst Marcomini

    “De acordo com os dados do Novo Caged de abril/2026, o saldo mensal de vagas no mercado de trabalho formal do país teve uma variação de 0,2%, com a abertura de 85,9 mil postos formais de trabalho. Em Santa Catarina foi registrado um saldo de 3,5 mil vagas, com variação de 0,1%. Na série dessazonalizada, ao contrário, ambas as taxas de variação permaneceram em 0,0%. O estoque de empregos formais apresentou, em abril, 49,1 milhões de vínculos ativos no Brasil e 2,7 milhões de vagas formais em Santa Catarina.”

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  • Uma grande derrota estratégica

    José Luís Fiori

    “Fazem três décadas, pelo menos, que Benjamin Netanyahu conspira continuamente para convencer o governo norte-americano a participar de um ataque conjunto, massivo, relâmpago, e devastador, contra o Irã. E acabou conseguindo persuadir o presidente Donald Trump de que obteria uma vitória rápida e uma mudança quase instantânea do regime iraniano depois que a aviação israelense assassinasse – nos primeiros minutos do combate – as principais lideranças religiosas, civis e militares do povo persa. Promovendo a instalação de um governo títere que destruísse o programa nuclear e o sistema de defesa balístico iraniano, e que suspendesse seu apoio ao “eixo da resistência” à Israel, no Líbano, no Iraque e no Iêmen.”

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  • Informativo NECAT – 52ª edição: Junho de 2026

    Foi publicada a edição de número 52 do informativo NECAT.

    Para fazer a leitura completa, basta clicar aqui ou acessar a aba Informativo NECAT – Edições.


  • Os super-ricos são diferentes de você e de mim

    Paul Krugman

    “Olá, aqui é o Paul Krugman. Este vídeo é em parte uma tentativa minha de mostrar que sim, estou de férias, mais ou menos, embora passe muito tempo no meu laptop. Mas enfim, pelo menos estou trabalhando no laptop enquanto estou em cafés. Mas também queria dar continuidade a um post que fiz no início da semana, no qual falei sobre Jeff Bezos estar sentindo que precisa vender seu iate ostentoso e de mau gosto porque as pessoas estão prestando atenção à ostentação e ao mau gosto — o que, de certa forma, era o que ele esperava. Mas é notícia que os ricos estejam sentindo a pressão, que parte da reação negativa esteja começando a afetá-los.”

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  • Considerações sobre as propostas de superação da escala 6×1

    Gustavo Roberto Januário

    “A discussão sobre a fim da jornada de trabalho 6×1 (seis dias consecutivos de trabalho para apenas um dia de repouso semanal) passou a fazer parte do debate jurídico e político contemporâneo. O tema não se limita ao plano da conveniência empresarial: alcança a dignidade da pessoa humana, a proteção à saúde, a organização constitucional da economia e a própria compreensão do trabalho como valor social.”

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  • Distribuição funcional da renda

    Henrique Morrone

    “Chama atenção, para não dizer algo mais incômodo, a escassez de trabalhos acadêmicos que investiguem a evolução da distribuição funcional da renda no Brasil articulada à sua decomposição estrutural. Como se a renda se distribuísse no vazio, e não no interior de uma estrutura produtiva em constante agitação. Mas a distribuição não paira no ar. Ela carrega o peso da estrutura que a sustenta.”

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  • Mudança estrutural e soberania nacional

    José Raimundo Trindade

    “O pensamento de Celso Furtado nos permite olhar o processo histórico de desenvolvimento sob uma perspectiva mais avançada, na medida em que se preocupa em situar e especificar às condições de inserção das economias periféricas, a exemplo da economia brasileira, no processo de industrialização e inserção tecnológica, condição essa que se revela não somente por meio do subdesenvolvimento, mas também pela baixa capacidade de soberania nacional1 . Suas formulações teórico-conceituais permitem lançar luz sobre características estruturais específicas da economia brasileira que persistem como fatores determinantes do regime de acumulação dependente e soberania restringida.”

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  • Valor e capitalismo cognitivo

    Eleutério F. S. Prado

    “A questão a ser considerada sob o título acima é teórica; concerne em especial à categoria valor enquanto determinação da mercadoria e, assim, com as devidas mediações, à compreensão científica do capitalismo tal como ele se apresenta contemporaneamente. Remete-se, portanto, a um tópico clássico: eis que a compreensão do valor das mercadorias nasce na Grécia Antiga, atravessa a Idade Média e se torna um grande problema após o fim da Idade Moderna, quando o capitalismo se torna propriamente industrial.”

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